• Isabela Silva

Não leia este livro - Gestão de tempo para pessoas criativas

Embora o título dê uma ordem clara, decidi ir contra ela e ler o livro para contar a vocês minha sincera opinião.


“Não Leia este livro - Gestão de tempo para pessoas criativas”, publicado pela Belas Letras no ano passado, foi uma das minhas melhores leituras nestes últimos tempos referentes a como organizar o tempo trabalhando em uma área criativa. O Autor, Donald Roos – designer especialista em tipografia, empreendedor e palestrante na Royal Academy of Art na Holanda – cumpre bem o papel de mostrar para criativos, principalmente os estudantes e os de início de carreira, como organizar a sua rotina e pensar que tipo de trajetória você deseja para a sua carreira, especificamente para freelancers.


"Pessoas criativas sempre têm ideias. Por isso são chamadas criativas. Nós vemos o mundo com outros olhos. Somos inspirados e temos ideias continuamente. Em todos os lugares. Dia após dia: Bum! Uma nova ideia aparece! Não conseguimos evitar. E aí está o ponto crucial do nosso problema. Temos mais ideia do que tempo para executá-las" (citação do livro)

No livro o autor dedica a primeira parte dele a explicar sobre o método mais eficaz para ele decidir quais projetos deve fazer e quais passos tomar usando a “Lista Do Que Não Fazer”, na qual você coloca tudo o que precisa ou gostaria de fazer como: projetos importantes ou futuros, cursos, hobbies, e diversas coisas do seu interesse. Depois, você escolhe apenas três itens que devem ser feitos primeiro e nada mais para colocar na “Lista Do Que Fazer”. Você só pode tirar um deles da lista em caso de mudanças de planos, mas o objetivo é completa-los para que possam sair da lista sem gerar ressentimentos.

Esse método é bastante eficaz principalmente para mim que gosta de pensar em novos projetos todos os dias. A vantagem dele está em ir criando uma lista com as ideias que vem a sua mente – e não saem dela até você tomar algum tipo de atitude como dizer “Calma querida ideia, você está guardada aqui nesta lista...” – e restringir as que são mais importantes no momento, por exemplo, este post estava na minha lista do que não fazer há pelo menos umas duas semanas, só agora ele foi colocado na “Lista Do Que Fazer” (e quando você lê-lo no blog ele terá saído dessa lista também).

Claro, você pode me dizer (e coberto de razão) “Legal, você gastou dinheiro com um livro que poderia ser um post num blog gringo sobre criatividade”, para ser sincera eu temia isso também quando comprei o livro (até porque eu comprei a versão física e ela é bem mais cara que a digital), mas o livro não acaba nessa lista ele continua dando dicas muito boas para estudantes e designers iniciantes sobre como lidar com clientes, trabalhar em grupo, saber o que é relevante ou não em um projeto, se posicionar nas redes sociais de maneira profissional e como dividir o trabalho em etapas mais fáceis de controlar que não serão todas compactadas de última hora perto da entrega do trabalho. Em resumo pode ajudar bastante nesses quesitos para pessoas que trabalham em ambientes criativos e também empreendedores.


A meu ver, essa leitura pode ser boa para você nos seguintes casos:

1. Você é estudante de alguma área de design ou arte e está aprendendo a lidar com os prazos dos professores e a controlar suas ideias loucas para projetos;

2. Você largou seu emprego atual e decidiu empreender na área criativa e não sabe como começar a divulgar e organizar o seu trabalho;

3. Se você tem ideias demais e não sabe o que fazer com todas elas;

4. Você gosta de ler sobre dicas de artistas e designers;

Caso você não se enquadre em nenhuma dessas categorias, fique tranquilo, você pode lê-lo do mesmo jeito, mas acho que não será tão diretamente interessante quanto para as pessoas indicadas. Não é uma leitura longa, os parágrafos são curtos, há muitos desenhos, e uma mistura muito legal de fontes de letras diferentes nas cores preto e rosa que dão destaque a citações de pessoas famosas de diversas áreas e algumas palavras-chave do texto.

Antes de acabar, preciso comentar sobre o aplicativo...

No final do livro o autor comenta que sobre um aplicativo gratuito, desenvolvido por ele e um amigo, chamado To Don’t List no qual você pode aplicar a ideia da Lista Do Que Não Fazer. Como você deve imaginar eu testei o aplicativo e posso dizer que ele é bem... Minimalista? Sim, é a melhor definição.

Há apenas uma tela principal na qual você adiciona as suas ideias, elas ficam na sua lista do que não fazer e as três primeiras adicionadas ficam na lista do que fazer (Do List no aplicativo). Eu demorei para aprender como ele funcionava porque ele não é muito intuitivo (pelo menos não para mim) em como eu poderia mudar as tarefas, trocar quais fazer e quais não fazer ou marcar as já feitas. Mas agora aprendi e acaso você tenha a mesma dúvida na hora de usar, aí vai o tutorial:

  • Ao arrastar um item da lista “To Don’t List” para a direita, aparece à opção Do (fazer), se você clicar nela o item vai para “Do List”; arrastando para a esquerda, aparece a opção “Delete” para você deleta-lo.

  • Ao arrastar um item da Do List para a direita, aparece à opção “Done” (feito) e ao clicar nele o item desaparece considerado como completo; arrastando para a esquerda aparece a opção “Don’t” e clicando nele o item volta para a lista do que não fazer.

Eu continuo usando o aplicativo, porque toda vez que eu tenho uma ideia eu preciso coloca-la em algum lugar para que ele não tome conta da minha mente e me impeça de fazer outras coisas mais importantes no momento. Mas, não se sinta obrigado a isso, na verdade um papel com as suas ideias escritas e separadas em duas partes tem a mesma função que ele, ou até mesmo um bloco de notas do seu Smartphone.

Espero que tenha gostado desta resenha (a primeira depois de bastante tempo sem fazê-las) e que ela lhe sirva para adicionar este livro à sua lista do que ler, ou talvez na sua lista do que não ler, quem sabe?

Até a próxima leitura!



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